Às vezes eu gostaria de conversar com você, eu sei que a gente pode conversar, mas às vezes o que eu tenho pra dizer parece coisas tão bobas. Sei que você acha que me fala coisas bobas, e realmente fala, mas elas também fazem de você mais único.
As coisas são sobre você, sobre a forma como eu te vejo. Às vezes eu acho que eu gosto de você e às vezes eu acho que não, pra você pode parecer algo normal, afinal você às vezes acha que sabe o que vai fazer durante o dia e outras vezes você tem certeza que não sabe. Às vezes eu quero você, mas outras vezes a gente parece só um momento, daí você me pergunta: mas o que é a vida senão momentos? Só que pra mim é confuso porque eu nunca fiquei numa situação assim por tanto tempo, sem contar o tanto que eu evito essas situações.
Eu sei que têm ramos que eu não explorei ainda na vida e que eu posso estar meio que descobrindo algumas coisas. Sabe, você faz brotar algo em mim tão estranho que eu nem sei se consigo descrever porque depende do momento. Você é tipo um universo, explorável e atraente. Você possui algumas coisas que eu não curto, mas ainda assim é atraente. Mas não quero me perder em você. Porque você parece não ter fim, então, meio que não tem onde aterrissar. Não quero vagar num espaço, mas confesso que a viagem é muito boa, mas não quero explorar um universo que eu não possa fazer parte. Eu faço de tudo pra me manter numa zona confortável, não deveria, mas faço e você sempre me tira dela.
Sabe, às vezes dá vontade de beijar você. Às vezes dá vontade de ficar te olhando e reparar em detalhes seus. Às vezes dá vontade de tocar em você. Às vezes dá vontade de só te observar. Às vezes dá vontade de estar em algum lugar com você. Às vezes dá vontade de te perguntar se há perspectiva de futuro. Às vezes dá vontade de ficar do seu lado. Às vezes da vontade de te chamar de algumas coisas. Às vezes eu luto pra não ver você. Talvez isso pareça que eu pense demais, e sim, eu penso muito. Pra mim não é tão simples ter uma vontade e simplesmente fazer, acho que a gente sabe que o pior que pode acontecer é eu sair correndo e você no pior dos casos vai conversar comigo, o que talvez não seja tão ruim. Sabe, eu tenho medo de gostar de você, mas eu gosto de estar com você, eu gosto de quando você está perto, ou quando sorri. Gosto de algumas vezes quando me toca e quando me faz sorrir. Gosto de quando você vem e só vem. Eu amo o seu sorriso. Gosto da forma como você pega minha cintura. Gosto muito de passar a mão no seu rosto, é o momento que eu mais consigo te olhar sem ficar sem graça, porque fico pensando umas coisas.
Mas sei lá, apesar de saber que eu posso perguntar, é tudo muito estanho. Você faz parecer fácil, sério é tanta coisa que eu penso ao seu respeito, que daria um livro e, acredite, é o tipo de livro que eu compraria. Talvez eu devesse escrever, né?! Vai que eu fico rica vendendo meu livro que pode ser sucesso de livraria!? Mas acho que não posso contar com isso do mesmo jeito que talvez você não conte com fazer sucesso com sua banda, mas já pensou se acontece?! Pelo menos, se não der certo você vai ter umas músicas e eu um livro!
Talvez você compreenda meus pensamentos e queira muito que eu aprenda e me divirta. Talvez você tenha certeza que as coisas divertidas acontecem fora da zona de conforto e esse seja o motivo de você viver no limite. Pra mim, o limite é perigoso.
No final eu questiono: será que há perspectiva de futuro?! Acho que não, afinal, você não consegue planejar uma tarde quem dirá o futuro.
